Treinamento pré-profissional deveria fornecer a todos os estudantes de pedagogia de ensino primário ou secundário, orientação positiva frente à deficiência, desta forma desenvolvendo um entendimento daquilo que pode ser alcançado nas escolas através dos serviços de apoio disponíveis na localidade. O conhecimento e habilidades requeridas dizem respeito principalmente à boa prática de ensino e incluem a avaliação de necessidades especiais, adaptação do conteúdo curricular, utilização de tecnologia de assistência, individualização de procedimentos de ensino no sentido de abarcar uma variedade maior de habilidades.
As habilitações dos Cursos de Pedagogia para formação de professores de alunos com deficiência deveriam ser extintas e que os cursos de especialização não deveriam se dedicar a especializar os educadores em tipo de incapacidade, em uma categoria de alunos, mas estar voltados para o aprofundamento pedagógico desse profissional, de modo que pudesse entender melhor a criança em geral, no seu desenvolvimento. Em outras palavras, os professores precisam dominar cada vez mais os conteúdos curriculares, os processos de ensino e de aprendizagem, isto é especializarem-se no “o que”, no “como” e no “para que” se ensina e se aprende.
Ao nosso ver, o tratamento das questões relativas ao ensino de pessoas com deficiência na formação geral dos educares eliminariam, em grande parte, os obstáculos que se interpõem entre a escola regular e esses alunos. A formação única pra todos os educadores propiciaria a tão esperada fusão entre a educação especial e a regular, nos sistemas escolares.
POSTURA DO PROFESSOR
Vivemos em uma cultura que valoriza mais as questões econômicas que as questões sociais. Essa verdade, tão conhecida por todos nós, vem explicar a desvalorização que, em nossa sociedade, se dá às crianças, aos adolescentes, aos idosos, e principalmente aos portadores de deficiência, que não fazem parte da população economicamente ativa, que são considerados “um peso” para o sistema.
A ação do professor, tanto no que se refere ao seu planejamento, como a sua atuação efetiva na vivência de sala de aula, é determinada pelo seu jeito de pensar a vida, pela sua visão de mundo, pela leitura que faz da sociedade, da educação, do ensino, do seu papel no trabalho, de si mesmo enquanto cidadão, de seu compromisso com o aluno, da relação professor/aluno. Todas essas idéias, essas concepções, constituem uma verdadeira teoria pessoal, subjetiva, particular, resultado da história de vida de cada um.
Cabe ainda a esse professor:
- Buscar formas de o aluno manifestar o que pode aprender e não se preocupar com as rotulações;
- Organizar práticas educativas que permitam aos alunos oferecerem uns aos outros, ajuda para a solução das dificuldades;
- Utilizar as experiências de vida do próprio aluno como fator motivador da aprendizagem dele;
- Ser flexível nos métodos de avaliação, pois sabe que os testes, provas e exames provocam medo e ansiedade nos alunos;
- Contribuir para a construção de uma escola de qualidade para todos, cooperando com o aprimoramento do sistema escolar, no sentido de melhorar o acesso à educação das pessoas com necessidades educativas especiais.
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