domingo, 18 de dezembro de 2011
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Será o ensino regular a melhor opção para uma criança com necessidades
educativas especiais?
O Suporte Emocional
Em primeiro lugar, deve reconhecer-se que o contacto e o convívio, formal e informal, entre os diversos alunos, com e sem deficiências, é um meio para que os comportamentos, típicos de cada um e/ou de cada deficiência se normalizem.
É uma oportunidade para a construção de relações afectivas, que podem vir a revelar-se, ao longo dos anos, como um suporte emocional fundamental na construção da personalidade dos alunos com deficiência. Faz com que ganhem forças para superar modificações sociais, geralmente mais autónomas e diversificadas. Por sua vez os alunos ditos “normais” poderão desenvolver uma maior capacidade da aceitação da diferença.
Suporte Social e instrução
Num envolvimento normal, as pessoas com deficiência podem ter um suporte social e/ ou um suporte instruidor. A convivência com colegas, o apoio destes nas actividades da escola contribui para um suporte social. O suporte instruidor deriva da aprendizagem cooperativa, da aprendizagem por imitação, etc. Estes suportes são bastante importantes no desenvolvimento dos alunos com deficiência mental acentuada. No entanto, especialistas concluem que não se têm valorizado suficientemente o papel que as redes de suporte social podem fazer com estas crianças, bem como com as suas famílias.
O apoio de especialistas pode ir reduzindo as distâncias entre crianças normais e crianças com deficiência, os professores de apoio que trabalham fora da sala de aula, com pequenos grupos de alunos, podem passar a dar apoio dentro dela. Este caminho implica a organização do trabalho interagindo, solidariamente, os dois professores (normal e de ensino especial) assim, podem definir e construir a melhor forma de trabalharem.
Algumas pessoas entendem que o apoio na sala de aula pode ter algumas consequências negativas nas aprendizagens, como por exemplo, uma quebra de atenção por parte do aluno durante a realização de uma tarefa, situações de discriminação, etc.
No entanto, o objectivo fundamental é criar melhores condições de aprendizagem para todos os alunos, a presença de outros recursos na sala de aula, no caso um segundo professor, pode constituir uma ajuda importante.
O aluno com necessidades especiais necessitará sempre de apoio extra aula, o apoio na sala de aula é importante mas não é o suficiente, este deve ser alargado a outros espaços/ambientes.
Cooperação e Organização da Sala de Aula
Uma boa organização na sala de aula exige a presença de regras claras, quer no que respeita ao comportamento, como na forma de execução das tarefas e actividades de aprendizagem. No entanto, todo esse processo de organização e funcionamento deve passar pelo respeito mútuo, pela aceitação e compreensão das necessidades do outro, por um processo aberto e dinâmico de negociação onde o aluno se sente responsável e participante.
Inclusão e suporte social às familias
A implementação da inclusão escolar não deve ignorar o funcionamento das famílias com crianças deficientes. O facto de crianças com necessidades educativas especiais frequentarem uma escola regular é uma fonte geradora de stress.
Stress Familiar e a escola a escolherem
Como já referimos anteriormente as famílias de pessoas com necessidades educativas especiais, embora consideradas competentes e capazes de responder às necessidades dos seus filhos, são particularmente vulneráveis ao stress. Assim, a deficiência influencia as relações familiares a vários níveis tais como a ruptura matrimonial, os desentendimentos entre pais e filhos, a qualidade da relação entre irmãos, o aumento das dificuldades económicas, num maior isolamento, etc.
Mudar a escola tornando-a mais receptiva à diferença (mais inclusiva) é difícil, se esta não se ajustar às expectativas e necessidades das famílias e dos alunos será um factor/fonte considerável de stress e violência para o aluno e para a família.
O aumento do stress familiar, motivado pela decisão da criança com deficiência frequentar uma escola regular, parece resultar de vários factores, tais como:
• Do confronto diário com a diferença entre os seus filhos e as crianças ditas “normais”;
• Do sentimento de discriminação;
• Das dificuldades encontradas na adaptação social e escolar dos seus filhos;
• Do receio da integração levar à perda de outros serviços prestados à criança e à família;
• Do receio de colocarem os seus filhos num envolvimento que consideram “não preparado” para os receber e onde estarão “menos protegidos”.
A diversidade de apoios sociais, formais e informais, parecem reduzir o stress familiar. Uma investigação mostrou que as famílias que apresentam menos stress são as que recebem ajudas a vários níveis. Os parentes e amigos podem desempenhar um papel fundamental no alargamento das relações sociais das famílias com crianças deficientes. Também os profissionais são um apoio importante com que as famílias deverão contar, apesar da história de relações entre pais e profissionais nem sempre tenha sido positiva.
O Suporte Emocional
Em primeiro lugar, deve reconhecer-se que o contacto e o convívio, formal e informal, entre os diversos alunos, com e sem deficiências, é um meio para que os comportamentos, típicos de cada um e/ou de cada deficiência se normalizem.
É uma oportunidade para a construção de relações afectivas, que podem vir a revelar-se, ao longo dos anos, como um suporte emocional fundamental na construção da personalidade dos alunos com deficiência. Faz com que ganhem forças para superar modificações sociais, geralmente mais autónomas e diversificadas. Por sua vez os alunos ditos “normais” poderão desenvolver uma maior capacidade da aceitação da diferença.
Suporte Social e instrução
Num envolvimento normal, as pessoas com deficiência podem ter um suporte social e/ ou um suporte instruidor. A convivência com colegas, o apoio destes nas actividades da escola contribui para um suporte social. O suporte instruidor deriva da aprendizagem cooperativa, da aprendizagem por imitação, etc. Estes suportes são bastante importantes no desenvolvimento dos alunos com deficiência mental acentuada. No entanto, especialistas concluem que não se têm valorizado suficientemente o papel que as redes de suporte social podem fazer com estas crianças, bem como com as suas famílias.
O apoio de especialistas pode ir reduzindo as distâncias entre crianças normais e crianças com deficiência, os professores de apoio que trabalham fora da sala de aula, com pequenos grupos de alunos, podem passar a dar apoio dentro dela. Este caminho implica a organização do trabalho interagindo, solidariamente, os dois professores (normal e de ensino especial) assim, podem definir e construir a melhor forma de trabalharem.
Algumas pessoas entendem que o apoio na sala de aula pode ter algumas consequências negativas nas aprendizagens, como por exemplo, uma quebra de atenção por parte do aluno durante a realização de uma tarefa, situações de discriminação, etc.
No entanto, o objectivo fundamental é criar melhores condições de aprendizagem para todos os alunos, a presença de outros recursos na sala de aula, no caso um segundo professor, pode constituir uma ajuda importante.
O aluno com necessidades especiais necessitará sempre de apoio extra aula, o apoio na sala de aula é importante mas não é o suficiente, este deve ser alargado a outros espaços/ambientes.
Cooperação e Organização da Sala de Aula
Uma boa organização na sala de aula exige a presença de regras claras, quer no que respeita ao comportamento, como na forma de execução das tarefas e actividades de aprendizagem. No entanto, todo esse processo de organização e funcionamento deve passar pelo respeito mútuo, pela aceitação e compreensão das necessidades do outro, por um processo aberto e dinâmico de negociação onde o aluno se sente responsável e participante.
Inclusão e suporte social às familias
A implementação da inclusão escolar não deve ignorar o funcionamento das famílias com crianças deficientes. O facto de crianças com necessidades educativas especiais frequentarem uma escola regular é uma fonte geradora de stress.
Stress Familiar e a escola a escolherem
Como já referimos anteriormente as famílias de pessoas com necessidades educativas especiais, embora consideradas competentes e capazes de responder às necessidades dos seus filhos, são particularmente vulneráveis ao stress. Assim, a deficiência influencia as relações familiares a vários níveis tais como a ruptura matrimonial, os desentendimentos entre pais e filhos, a qualidade da relação entre irmãos, o aumento das dificuldades económicas, num maior isolamento, etc.
Mudar a escola tornando-a mais receptiva à diferença (mais inclusiva) é difícil, se esta não se ajustar às expectativas e necessidades das famílias e dos alunos será um factor/fonte considerável de stress e violência para o aluno e para a família.
O aumento do stress familiar, motivado pela decisão da criança com deficiência frequentar uma escola regular, parece resultar de vários factores, tais como:
• Do confronto diário com a diferença entre os seus filhos e as crianças ditas “normais”;
• Do sentimento de discriminação;
• Das dificuldades encontradas na adaptação social e escolar dos seus filhos;
• Do receio da integração levar à perda de outros serviços prestados à criança e à família;
• Do receio de colocarem os seus filhos num envolvimento que consideram “não preparado” para os receber e onde estarão “menos protegidos”.
A diversidade de apoios sociais, formais e informais, parecem reduzir o stress familiar. Uma investigação mostrou que as famílias que apresentam menos stress são as que recebem ajudas a vários níveis. Os parentes e amigos podem desempenhar um papel fundamental no alargamento das relações sociais das famílias com crianças deficientes. Também os profissionais são um apoio importante com que as famílias deverão contar, apesar da história de relações entre pais e profissionais nem sempre tenha sido positiva.
Jogo da MIMOCA - NEE

O Mimoca é um jogo muito simples e muito bem conseguido, elaborado para trabalhar com crianças com NEE, especialmente a patologia deficiência mental.
Desenvolver a leitura
Desenvolver a consciência corporal
Desenvolver a memória visual
Como o jogo é uma actividade motivadora para as crianças, tornando assim o seu ensino/aprendizagem mais interessante e, por isso, facilitador de melhores resultados, na medida em que a criança "aprende brincando". É neste sentido que este software é um bom amigo para todas as crianças, com especial relevo as crianças com NEE.
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
ADAPTAÇÕES DA SALA DE AULA PARA ALUNOS COM DEFICIÊNCIA MOTORA
ADAPTAÇÕES DA SALA DE AULA PARA ALUNOS COM DEFICIÊNCIA MOTORA
As modificações que se efectuem na sala de aula para adaptá-la aos alunos com uma deficiência motora dependerão da natureza, do grau de deficiência e da condição física dos alunos. As deficiências motoras são várias, e de entre estas as mais frequentes são: paralisia cerebral, espinha bífida, traumatismo craniano, traumatismo vertebromedulares. As causas podem ser diversas resultantes de lesões no cérebro, nos nervos, ou nos músculos. As lesões podem ocorrer, antes, durante e depois do nascimento. As barreiras arquitéctónicas são um entrave à mobilidade das crianças com deficiências motoras, como tal é aconselhável que se análise de forma pormenorizada os espaços escolares e se proceda à sua adequação, tendo em conta as necessidades e especificidades dos alunos.
Muitas crianças cansam-se facilmente e têm dificuldades em participar nas actividades de aprendizagem que se efectuem nas últimas horas do dia. Alguns dormem a sesta ou fazem algum intervalo. Outros têm que interromper a actividade para tomarem os medicamentos. Os que utilizam cadeiras de rodas podem necessitar que alguém os ajude a mudar de posição evitando desta forma problemas circulatórios. As crianças pequenas que se deslocam em cadeiras de rodas podem sentar-se ou deitar-se no chão da sala para ouvir uma narração ou para realizar outra actividade.
Tanto do ponto de vista educativo, como social, não é possível generalizar as necessidades dos alunos. Algumas crianças portadoras de deficiências motoras gostam da escola e até sobressaem nas áreas curriculares. Outros apresentam maiores dificuldades de aprendizagem.
A importância do nome próprio
A IMPORTÂNCIA DO NOME PRÓPRIO
NAS PROPOSTAS ESCOLARES
Quando as crianças começam a aprendizagem da língua escrita, saber escrever o seu próprio nome é, muitas vezes, um ponto de partida que lhes permite reflectir sobre algumas características da escrita. O nome é uma palavra muito familiar e significativa para as crianças e pode com a ajuda do professor levá-las a realizar muitas aprendizagens linguísticas motivadoras da leitura e da escrita. As crianças poderão descobrir que:
A escrita do seu nome é estável, que mantém as suas características independentemente do contexto em que aparece;
As crianças podem reconhecê-lo com relativa facilidade;
À medida que vão reconhecendo a relação que existe entre a letra inicial do seu nome e o som inicial podem estabelecer relações similares com outros nomes e com outras palavras;
Podem estabelecer comparações entre a grafia do seu nome e a de outras palavras;
Quando as crianças ainda não conhecem muitas letras, o nome pode servir como um “abecedário”. Elas prestam mais atenção às letras que fazem parte do seu nome, já que as consideram como que fazendo parte delas.
Por estas razões é muito importante trabalhar com as listas de presença (vendo quem está presente e quem falta). Além de ser uma actividade colectiva, permite a troca de ideias entre as crianças.
Método das 28 palavras
O “Método das 28 palavras” (http://palavras28.no.sapo.pt/) tira partido do potencial da imagem na aprendizagem da leitura e da escrita. Trata-se de um método muito divulgado na aprendizagem de crianças com dificuldades de aprendizagem e com resultados muito positivos.
As crianças com Necessidades Educativas Especiais (N.E.E.) manifestam problemas sensoriais, físicos, intelectuais e emocionais e, também, muitas vezes, evidenciam dificuldades de aprendizagem derivadas de factores mentais, orgânicos ou ambientais.
Para estas crianças a aprendizagem da leitura e da escrita constitui a pedra basilar de que depende todo o seu percurso académico. Contudo, para o ensino destas competências básicas, os professores recorrem a métodos baseados quase exclusivamente em suportes convencionais como seja o livro de texto, ilustrações, cartazes, etc.
Todos sabemos como o computador tem vindo a entrar cada vez mais cedo na vida das crianças. Desde a mais tenra idade que o ambiente informático lhes é familiar; trata-se de um mundo que as atrai devido às suas cores, ao movimento, aos sons.
O acto da ler e de escrever é um processo complexo que implica um conjunto de conhecimentos que a pessoa adquire ao longo da sua vida antes e durante o seu ingresso no ambiente escolar. É uma actividade cognitiva e não uma capacidade sensorial e auditiva que se pensava ser necessário para aprender a ler e a escrever. É uma descodificação e compreensão de representações gráficas e auditivas.
A aprendizagem da leitura e da escrita baseia-se em dois pressupostos fundamentais : o de retirar informação visual (sinais gráficos) e também o de compreensão do que se está a ler e a escrever.
O ingresso na leitura e na escrita por parte da criança é um processo de aprendizagem, de prática e de aperfeiçoamento. Antes desse ingresso, a criança já dominava a comunicação oral e usava-a de maneira autónoma e perfeita para ser entendida e compreendida pelos demais interlocutores. Portanto, a aprendizagem da leitura e da escrita visa o mesmo objectivo, ou seja, dar ao educando uma autonomia para poder compreender e ser compreendido pelos seus interlocutores. – “aprender a ler e a escrever representa, nesta perspectiva, dar à criança os meios que lhe permitam comunicar com outrem na sua ausência, exigindo-lhe desta forma a conquista de uma autonomia”.
O ingresso na leitura e na escrita por parte da criança é um processo de aprendizagem, de prática e de aperfeiçoamento. Antes desse ingresso, a criança já dominava a comunicação oral e usava-a de maneira autónoma e perfeita para ser entendida e compreendida pelos demais interlocutores. Portanto, a aprendizagem da leitura e da escrita visa o mesmo objectivo, ou seja, dar ao educando uma autonomia para poder compreender e ser compreendido pelos seus interlocutores. – “aprender a ler e a escrever representa, nesta perspectiva, dar à criança os meios que lhe permitam comunicar com outrem na sua ausência, exigindo-lhe desta forma a conquista de uma autonomia”.
“Os Jogos da Mimocas”
“Os Jogos da Mimocas” http://www.malhatlantica.pt/estudoacompanhado/video_jogos_mimocas.htm é um software educacional, desenvolvido através de uma parceria estabelecida entre a APPT21 (Associação Portuguesa de Portadores de Tríssomia 21) e a ESGS (Escola Superior de Gestão de Santarém), e co-financiado pelo SNRIPD (Secretariado Nacional para a Reabilitação e Integração das Pessoas com Deficiência).
“Os Jogos da Mimocas”, orientado para uma população alvo caracterizada por um estádio de desenvolvimento correspondente ao de uma criança com deficiência mental e com um conjunto de actividades utilizáveis por crianças a partir do 18 meses.
Com este projecto pretendeu-se avaliar a capacidade deste tipo de programas para:
a) Promover o desenvolvimento da linguagem compreensiva e expressiva, a memorização do estímulo auditivo, a discriminação auditiva e visual e o processamento auditivo da informação;
b) Promover a inteligibilidade, utilizando a palavra escrita como suporte visual da palavra oral;
c) Aumentar o léxico e promover o desenvolvimento da gramática, recorrendo a actividades baseadas no processamento e na memória visual;
d) Adequar o Programa “Ensinar a ler para ensinar a falar” – programa adaptado do original inglês, utilizado pelo Sara Duffen Centre, em Portsmouth, e promovido pela APPT21 a nível nacional – a um ambiente multimédia interactivo.
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